PT
Lisboa
--:--:--
BR
Brasília
--:--:--
US
Nova Iorque
--:--:--
IN
Índia
--:--:--
Cotação do Euro R$ 5.85

Visto D7. Viver em Portugal com a sua reforma ou rendimentos próprios.

O visto D7 é o visto de residência para reformados e pessoas que vivem de rendimentos próprios, como rendas, dividendos ou aplicações financeiras. A DAC prepara o dossiê e acompanha o processo até à autorização de residência.

Para quemReformados e rendimentos próprios
Mínimo (2026)920 € por mês
DepoisResidência na AIMA
Praia da Rocha, no Algarve, destino de quem se muda para Portugal com o visto D7
Algarve Portugal
Falésias de Lagos, no Algarve, junto ao oceano Atlântico
Uma nova fase, sem pressa.
01 / Requisitos

Requisitos do visto D7.

O D7 é para cidadãos de fora da União Europeia que querem viver em Portugal sem depender de trabalho no país. O ponto central é um rendimento estável, disponível em Portugal.

Três perfis, um visto

Reformados (aposentados)

Quem recebe uma pensão de reforma, de qualquer país, paga de forma regular.

  • Comprovativo do valor da pensão
  • Prova de que é paga ao requerente e está disponível em Portugal

Rendimentos próprios

Quem vive de rendimentos de imóveis, de aplicações financeiras ou de propriedade intelectual.

  • Rendas, dividendos, juros ou direitos de autor
  • Prova do valor e de que está disponível em Portugal

Religiosos

A mesma categoria de visto abrange religiosos, com documentação própria a confirmar junto do posto consular.

  • Documentação da entidade religiosa
Em todos os casos

Condições gerais.

  • Meios de subsistência assegurados por, pelo menos, 12 meses.
  • Registo criminal do país de origem ou de residência, apostilado.
  • Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento. No Brasil, pode ser substituído pelo certificado PB4.
  • Passaporte válido por mais três meses além da estada prevista.
02 / Rendimentos

Renda mínima do visto D7.

A referência é o salário mínimo português: 920 € por mês em 2026. Cada membro da família soma uma parte desse valor, e os meios devem estar assegurados por, pelo menos, 12 meses.

Valores de referência · 2026

Rendimento mínimo por agregado

Membro Parte Por mês 12 meses
Requerente principal 100% 920 € 11 040 €
Cônjuge ou outro adulto 50% 460 € 5 520 €
Cada filho menor ou dependente 30% 276 € 3 312 €
Exemplo: casal 150% 1 380 € 16 560 €

Atenção: os valores estão indexados ao salário mínimo nacional, que é revisto todos os anos. Se o seu rendimento estiver perto do limite, convém confirmar a regra do posto consular.

  1. Rendimento estável

    Pensão, rendas, dividendos ou juros com fluxo regular e origem comprovada. Um salário de trabalho não entra nesta categoria.

  2. Disponível em Portugal

    Os meios têm de estar disponíveis em Portugal, e muitos postos consulares pedem uma conta bancária portuguesa. Para a abrir, é preciso NIF.

  3. Poupanças: depende do posto

    A lei não fixa um valor em depósito, mas alguns consulados pedem o equivalente a 12 salários mínimos em poupanças. Confirmamos a regra do seu posto antes do pedido.

03 / Documentos

O dossiê completo.

Cada posto consular publica a sua lista, e as listas diferem entre si. Os documentos abaixo são a base, e o consulado pode pedir outros.

Para todos os requerentes

Documentos gerais

  • Formulário de pedido de visto nacional, preenchido e assinado.
  • Duas fotografias iguais, tipo passe, e passaporte válido por mais três meses além da estada.
  • Seguro de viagem com cobertura médica e repatriamento, ou certificado PB4 no Brasil.
  • Registo criminal do país de origem ou de residência há mais de um ano, apostilado (a partir dos 16 anos).
  • Comprovativo de meios de subsistência para, pelo menos, 12 meses.
  • Comprovativo de situação regular, se pedir o visto fora do país da sua nacionalidade.
Conforme o perfil

Documentos específicos

Reformados

  • Comprovativo do valor da pensão e de que é paga ao requerente.

Rendimentos próprios

  • Comprovativos dos rendimentos: contratos de arrendamento, extratos de dividendos ou de juros.

Pedidos com frequência

  • Extrato de conta bancária portuguesa com os meios disponíveis.
  • Prova de alojamento em Portugal. Alguns postos pedem 12 meses.

Importante: a lista do posto onde pede o visto é a que decide. Pode consultar a lista base no Portal de Vistos do MNE. A taxa não é reembolsada em caso de recusa.

04 / Processo

Do pedido à residência.

O D7 é pedido no país onde vive, antes da viagem. Não é possível iniciá-lo já em Portugal: a autorização de residência exige um visto de residência válido.

  1. NIF e conta bancária

    Obtenção do NIF e abertura de conta em Portugal, quando o posto consular pede rendimentos ou poupanças disponíveis no país.

  2. Dossiê e alojamento

    Reunimos e revemos os comprovativos de rendimentos, o registo criminal apostilado e, se o posto pedir, a prova de alojamento em Portugal.

  3. Pedido e decisão do visto

    Entrega presencial do dossiê completo. O prazo legal de decisão é de até 60 dias. Concedido, o visto permite duas entradas e uma estada de quatro meses.

  4. Autorização de residência

    Já em Portugal, pedido na AIMA com prova de meios, de morada e de seguro de saúde ou inscrição no SNS. Acompanhamos esta fase até à emissão do título.

  5. Renovação

    O primeiro título vale dois anos e renova-se por períodos de três, mantendo os meios de subsistência, a morada e as obrigações fiscais em dia.

01

Posso pedir o D7 só com poupanças, sem rendimento mensal?

Depende do posto consular. A lei pede uma pensão ou rendimentos regulares, disponíveis em Portugal e assegurados por 12 meses. Algumas listas consulares aceitam o valor em poupanças, outras não o mencionam. Confirmamos a regra do seu posto antes do pedido, porque a taxa não é reembolsada se o visto for recusado.

02

Posso trabalhar em Portugal com o visto D7?

A autorização de residência permite trabalhar. Mas o D7 é concedido com base na reforma ou nos rendimentos próprios, que terá de continuar a demonstrar na renovação. Se o seu plano é trabalhar remotamente para uma empresa fora de Portugal, o visto adequado é o D8.

Visto D8 — Nómada Digital ↗
03

A minha família pode vir comigo?

Sim. O cônjuge e os filhos podem pedir o visto ao mesmo tempo, com prova de meios para todo o agregado. Se vierem mais tarde, o reagrupamento familiar exige, em regra, dois anos de autorização de residência, com exceções para filhos menores. Por isso, pedir em conjunto desde o início costuma ser mais simples.

Reagrupamento familiar ↗
04

Quanto tempo posso passar fora de Portugal?

Com o título temporário, não mais de seis meses seguidos ou oito meses no total durante a sua validade, salvo motivo atendível. Para ausências maiores, convém pedir à AIMA que aceite a justificação antes de sair.

05

Ainda existem benefícios fiscais para reformados?

O regime do residente não habitual está fechado a novos residentes desde 2024, e o regime que o substituiu não abrange pensões nem rendimentos passivos. Ao tornar-se residente fiscal, passa a ser tributado pelas regras gerais do IRS, sem prejuízo das convenções para evitar a dupla tributação. Recomendamos uma análise fiscal antes da mudança.

06

O tempo com o visto D7 conta para a nacionalidade?

O tempo de residência legal pode contar para a naturalização. Na regra atual, exigem-se sete anos para nacionais de países de língua portuguesa ou da UE e dez anos para os demais.

Nacionalidade por residência ↗